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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Por Enquanto

Cássia Eller



Composição: Renato Russo


Mudaram as estações, nada mudou


Mas eu sei que alguma coisa aconteceu


Está tudo assim tão diferente...






Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar


Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre

Sempre acaba...



Mas nada vai conseguir mudar o que ficou

Quando penso em alguém só penso em você

E aí, então, estamos bem...



Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está

Nem desistir, nem tentar agora tanto faz

Estamos indo de volta pra casa...



 
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está

Nem desistir, nem tentar agora tanto faz

Estamos indo de volta pra casa...




O Segundo Sol



Cássia Eller

Composição: Nando Reis

Quando o segundo sol chegar

Para realinhar as órbitas

Dos planetas

Derrubando

Com assombro exemplar

O que os astrônomos diriam

Se tratar de um outro cometa...(2x)



Não digo que não me surpreendi

Antes que eu visse, você disse

E eu não pude acreditar

Mas você pode ter certeza

De que seu telefone irá tocar

Em sua nova casa

Que abriga agora a trilha

Incluída nessa minha conversão...



Eu só queria te contar

Que eu fui lá fora

E vi dois sóis num dia

E a vida que ardia

Sem explicação...



Quando o segundo sol chegar

Para realinhar as órbitas

Dos planetas

Derrubando

Com assombro exemplar

O que os astrônomos diriam

Se tratar de um outro cometa...



Não digo que não me surpreendi

Antes que eu visse, você disse

E eu não pude acreditar

Mas você pode ter certeza

De que seu telefone irá tocar

Em sua nova casa

Que abriga agora a trilha

Incluída nessa minha conversão...



Eu só queria te contar

Que eu fui lá fora

E vi dois sóis num dia

E a vida que ardia

Sem explicação...



Seu telefone irá tocar

Em sua nova casa

Que abriga agora a trilha

Incluída nessa minha conversão...



Eu só queria te contar

Que eu fui lá fora

E vi dois sóis num dia

E a vida que ardia

Sem explicação...



Explicação

Não tem explicação

Explicação, não

Não tem explicação

Explicação, não tem

Não tem explicação

Explicação, não tem

Explicação, não tem

Não tem!!

domingo, 4 de abril de 2010

Caroline Princesinha: ESTAMOS COM FOME DE AMOR!!!

Caroline Princesinha: ESTAMOS COM FOME DE AMOR!!!

ESTAMOS COM FOME DE AMOR!!!

Arnaldo Jabor

ESTAMOS COM FOME DE AMOR!!!

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: 'Digam o que disserem, o mal do século é a solidão'. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas.

Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance', incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.

Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:

'Quero um amor pra vida toda!', 'Eu sou pra casar!' até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinho!'

Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos.

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar

os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora

não volta.

Mas (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.



Antes idiota que infeliz!

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.Não funciona assim.Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!


Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.


(Arnaldo Jabor)

sábado, 3 de abril de 2010